Em 1992, a Fórmula 1 estava em pleno auge da rivalidade entre Williams e McLaren. A equipe de Frank Williams, com Nigel Mansell e Riccardo Patrese, tinha vencido as seis primeiras corridas do ano e estava dominando a temporada. Mas o GP da Alemanha, disputado em Hockenheim, trouxe uma surpresa desagradável para a equipe britânica.

Logo na primeira volta da corrida, Nelson Piquet, que havia voltado à Fórmula 1 depois de dois anos fora, sofreu um grave acidente. O brasileiro perdeu o controle de sua Williams FW14B e bateu violentamente no guard-rail. O impacto foi tão forte que o carro ficou completamente destruído e Piquet teve que ser resgatado pelos médicos.

Felizmente, Piquet escapou com vida do acidente, mas não sem graves ferimentos. Ele sofreu um grave corte no pé direito, que ficou preso nas ferragens, além de quebrar a perna e ter algumas costelas fraturadas. Ele foi levado para o hospital e teve que passar por uma cirurgia de emergência.

O acidente de Piquet chamou a atenção para a necessidade de melhorar a segurança na Fórmula 1. A Williams, por exemplo, foi obrigada a rever todo o seu sistema de segurança após o acidente. A equipe britânica contratou um engenheiro especializado em segurança, que introduziu novos conceitos no projeto dos carros, como o cockpit mais fechado e a introdução do halo.

Desde então, a segurança na Fórmula 1 melhorou muito. O número de acidentes graves diminuiu consideravelmente e os pilotos têm cada vez mais proteção. Mas ainda há muito a ser feito. Recentemente, o acidente de Romain Grosjean no GP do Bahrein, em 2020, chamou a atenção para o fato de que sempre há riscos envolvidos na Fórmula 1.

Mas o legado do acidente de Piquet é claro: é preciso sempre investir em segurança na Fórmula 1. Para isso, a FIA tem trabalhado constantemente para melhorar os padrões de segurança na categoria, uma importante lição que se aprendeu com o acidente de Piquet.

Em resumo, o acidente de Piquet em 1992 foi um marco na história da Fórmula 1. O violento acidente chamou a atenção para a necessidade de melhorar a segurança dos carros e dos pilotos na categoria. Desde então, a segurança melhorou muito, mas sempre há espaço para investir ainda mais em segurança na Fórmula 1.